Rumo à sustentabilidade oceânica
O governo de Santa Catarina deu um passo decisivo para a consolidação de uma política estadual voltada à Economia Azul. Recentemente, um workshop multissetorial reuniu especialistas e representantes de cinco pilares fundamentais da economia do mar: pesca industrial e artesanal, portos, maricultura, turismo náutico e energias renováveis. O objetivo central do encontro foi alinhar estratégias que integrem o desenvolvimento econômico à preservação ambiental e à inclusão social.
Durante as discussões, o foco recaiu sobre a transição necessária para um modelo que priorize a governança e a tecnologia. A iniciativa busca não apenas fomentar o crescimento financeiro, mas garantir que as atividades relacionadas ao oceano operem sob critérios rigorosos de sustentabilidade. O estado, que já possui uma posição de destaque na maricultura nacional — sendo responsável por 93% da produção de moluscos do país —, pretende agora elevar o patamar de sua gestão costeira.
Integração e desafios nacionais
Um dos pontos altos do debate foi a análise do cenário brasileiro. Especialistas apontaram que, embora o conceito de Economia Azul esteja ganhando tração em diversas regiões, o Brasil ainda carece de uma estratégia nacional unificada com definições claras e dados consolidados. Santa Catarina, ao se antecipar com uma política estadual, busca preencher essa lacuna e servir como referência para outras unidades da federação.
O setor portuário catarinense também foi destaque, com números que reforçam a importância estratégica da região. Em 2025, os terminais do estado movimentaram quase 3 milhões de TEUs, representando uma fatia significativa de 19,1% da movimentação total de contêineres no Brasil. Com a nova política, o governo espera otimizar esses fluxos, reduzindo impactos ambientais e aumentando a eficiência logística através de inovações tecnológicas.
O próximo passo, segundo os organizadores, é a formalização dos critérios discutidos e a implementação prática das diretrizes. A colaboração entre o setor público, a iniciativa privada e a academia será o motor para que a Economia Azul deixe de ser um conceito e se torne um pilar de desenvolvimento perene para o estado.



